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Advogado de jovem negra presa por suspeita de envolvimento na morte de italiana pedirá habeas corpus

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O advogado de Miriam França, jovem negra presa por suspeita de envolvimento no assassinado da italiana Gaia Molinari, em Jericoacoara, no Ceará, afirmou ao G1, neste sábado (3), que entrará com um pedido de habeas corpus no começo da próxima semana. Segundo Humberto Adami, a prisão da doutoranda do curso de Farmácia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) não se justifica.

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“Ela tem emprego fixo, estuda, tem endereço certo, não foi presa em flagrante e apenas entrou em contradição, o que não justifica estar presa”.

O advogado afirmou que a contradição em um depoimento não pode ser tratada como uma confissão de culpa.

“Pelo o que eu entendi nas reportagens sobre o caso, ela não foi acusada pela delegada de participação. Apenas informou que houve uma contradição, o que pode ser uma questão de interpretação. As pessoas também ficam apreensivas quando vão falar com a polícia. Ela também não tinha um advogado ou um defensor público presente”.

Jovem não recebe visitas

O G1 entrou em contato com Valdicéia França, mãe de Miriam, também neste sábado, que declarou que falará apenas pelo intermédio do advogado de defesa.

Humberto Adami, que assumiu o caso no primeiro dia do ano, após pedidos em redes sociais e de integrantes do movimento negro, afirmou que ainda não teve acesso aos autos do processo.

Um outro advogado está no Ceará tentando entrar em contato com Miriam para saber em quais condições ela está. De acordo com informações de amigos e familiares em redes sociais, ela não estaria sendo autorizada a receber visitas de familiares, amigos ou de advogados.

“O investigado deve ser tratado como um investigado, e não como um culpado”, argumentou Adami, que ressaltou ainda que um suspeito do caso chegou a ser detido no fim da tarde do dia 26 de dezembro, mas após ser ouvido e passar por exames, foi liberado por não existirem indícios suficientes para uma prisão em flagrante.

Jovens teriam se conhecido no Ceará

O advogado declarou que Miriam França saiu de Jericoacoara no dia 24 de dezembro, um dia antes do crime. Gaia Molinari foi encontrada morta por enforcamento na tarde do dia 25 de dezembro, sem rigidez cadavérica, o que contradiria a hipótese de que ela teria assassinado a italiana.

“Ela saiu do local porque tinha viagem marcada. Ela não saiu porque se evadiu do local em função de nada. Tanto que ela prestou as declarações à polícia”.

Adami reafirmou que Gaia e Miriam não se conheciam antes da viagem e se viram pela primeira vez em Fortaleza, onde a jovem do Rio teria convidado a italiana para ir com ela até Jericoacoara.

O advogado disse que a forte repercussão do caso na internet dá a dimensão de que estaria ocorrendo um equívoco. “É uma pessoa que tem uma vida normal e equilibrada. Todas as mensagens de amigos dão conta de ser uma pessoa pacífica, mas aguerrida na luta das batalhas cotidianas”.

Humberto ressaltou que não está fazendo nenhuma acusação específica aos responsáveis pelas investigações, mas ele não descarta que o fato de ser negra e de origem pobre possa ter influenciado a prisão. Mas ele lembra que é importante que os fatos sejam esclarecidos.

“A intenção da polícia é descobrir quem matou a Gaia, mas isso não quer dizer que uma pessoa que estava lá seja detida sem direito às garantias fundamentais”, concluiu.

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